O Sincronário da Paz NÃO É o Calendário Maia

Esta página esclarece a maior parte das incoerências, confusões e críticas envolvendo a obra de José Argüelles, a fim de reafirmar e ressignificar sua relevância e definir a política de como essa informação é apresentada a você no tzolkin.com.br. Saiba mais sobre nós e a Rede de Arte Planetária.


José Argüelles e sua obra foram alvos de inúmeras críticas. Dentre elas, o principal argumento é que ele teria “adulterado” o calendário da civilização maia, apropriando-se de sua cultura e adicionando a ela conceitos “new age” ou “nova era”.

Equívocos e polêmicas do movimento

O Encantamento do Sonho, publicação que serve de base prática para toda a obra de Argüelles, foi, de fato, apresentado como “O Calendário Maia” por aprendizes e admiradores do autor em diversos países durante o início de sua propagação.

Conforme tornou-se mais popular, principalmente na época próxima ao ano de 2012, quando as teorias da conspiração para o fim do mundo e o termo “calendário maia” estavam em evidência, a obra de José Argüelles causou polêmica e foi tomada por alguns como apropriação cultural e farsa, afinal, a tradição maia nunca utilizou boa parte das informações apresentadas por ele.

O que aconteceu nesse período feriu, para muitos, a reputação e o significado de sua obra, e deixou um legado de confusão que segue, em parte, até os dias de hoje (leia mais abaixo a nossa política para compreender como o tzolkin.com.br propõe uma conduta de ‘boas práticas’ para o movimento da Lei do Tempo).

Mesmo nunca tendo declarado o calendário maia como sua propriedade, nem mesmo tendo feito referência de que o Encantamento do Sonho seria o calendário maia em nenhuma de suas obras, Argüelles esclareceu inúmeras vezes que a informação que trazia (denominada Lei do Tempo) não se tratava de uma tentativa de copiar ou de se apropriar do calendário maia, mas de resgatar sua importância para a evolução da consciência planetária.

"Desde o início, houve tentativas e esforços constantes para plagiar e comercializar as ferramentas e o propósito do Encantamento do Sonho [...] Então, mais esforços se farão necessários para 'simplificá-lo', torná-lo, 'compreensível' e, finalmente negociá-lo e vendê-lo à mente massificada, imobilizada e incapaz de pensar por si mesma.

[...]

Todavia, com esta tendência existe o hábito continuado de chamar o Sincronário de 13 Luas de “Calendário Maia” praticando-se, simultaneamente, formas (neoastrológicas) de “leitura da sorte” ao descrever Selos Solares e Tons Galácticos, contrariando-se por completo as Assinaturas Galácticas. Isso é lamentável porque o Sincronário do Encantamento do Sonho/Telektonon/13 Luas de 28 dias é uma “nova dispensação do tempo” que deve servir para desafiar e expandir a mente para além dos velhos riscos neobabilônicos. E, quando se depara com uma interpretação ao estilo de leitura da sorte, dentro de um formato do calendário gregoriano, não se está tampouco compreendendo o verdadeiro sentido, mas ao contrário, obstruindo a possibilidade de conhecer ou experimentando o novo.

Excerto de "Os Mago da Terra não são Adivinhos da Sorte", por José Argüelles
https://www.sincronariodapaz.org/magos-terra-nao-sao-adivinhos-sorte/

Obras e iniciativas de José Argüelles

Entre alguns dos trabalhos notáveis de Argüelles, estão também o evento da Convergência Harmônica, um festival que marcou um evento de meditação sincronizada global, a fundação da Rede de Arte Planetária para promover a cultura de paz no planeta, e sua iniciativa pela adoção global de um calendário de 13 meses de 28 dias, um sistema que por muitos anos tem sido proposto por diferentes pessoas.

No entanto, são o Encantamento do Sonho e a Lei do Tempo os principais focos das críticas. Principalmente pelas evidentes inspirações trazidas da matemática e crenças maias, como o Tzolkin (Cholq’ij), seus vinte glifos sagrados representados pelos 20 selos e sua numeração ponto-e-barra vigesimal, representada pelos 13 tons; entre muitos outros elementos.

A Convergência Harmônica, a descoberta das frequências de tempo 12:60-13:20 e o Encantamento do Sonho são para todo o planeta, e não necessariamente para promover um renascimento maia provinciano. Repito: não haveria o resgate dos maias, nem um movimento pelo calendário maia de qualquer tipo hoje, se não fosse pela Convergência Harmônica, um Fator Maia e um Encantamento do Sonho. O objetivo de todo o meu trabalho tem sido o de chegar a uma perspectiva planetária, de sistemas inteiros. Temos um problema planetário. O planeta inteiro está operando numa frequência de tempo artificial. […] Todo o movimento “calendarístico neo-maia” que veio à tona seguido de todo o meu trabalho não se dá conta de forma alguma desse objetivo planetário.

José Argüelles, 24 de maio de 1996

A publicação do Encantamento do Sonho se deu em 1992, três anos depois do que Argüelles definiu como a descoberta da Lei do Tempo, um acontecimento que se passou na na Suíça enquanto ele e sua esposa Lloydine visitavam o Museu do Tempo, um espaço que, para sua decepção, era dedicado a amostras de engrenagens e relógios.

O que Argüelles chamou de “descoberta da Lei do Tempo” também pode ser definido como uma epifania: após muitos anos dedicados ao estudo da civilização maia, sua cultura, sua linguagem e seus calendários, Argüelles se deu conta, enquanto visitava o museu, de que a percepção e a conexão espiritual dos maias com o tempo era muito superior à da sociedade moderna, e concluiu que estávamos, por assim dizer, “atrofiados” pelo calendário gregoriano de 12 meses, sentindo a necessidade de resgatar os preciosos conhecimentos da antiga civilização.

Foi só darmos uma olhada no museu para entendermos que o mundo moderno estava operando numa frequência artificial. Embora não nos tivéssemos dado conta até que nível estava vivendo o 13:20, ali isso ficou claro.

José Argüelles

Desde essa descoberta, em 1989, Argüelles e sua esposa passaram a desenvolver a base e a linguagem dos códigos que seriam apresentados no Encantamento do Sonho: os vinte glifos foram redesenhados, o Tzolkin foi exibido em formato de matriz, a Onda Encantada (trezena, ciclo de treze dias) ganhou uma nova estrutura visual, criou-se o Oráculo do Destino para interconectar os 260 kins e inúmeras outras adições e percepções sobre diferentes ciclos de tempo, ressaltando padrões até então ocultos, porém implícitos, nas contagens originais dos maias.

Também nessa época foi desenvolvido o design do Sincronário de 13 Luas de 28 dias, a versão de Argüelles para a proposta da reforma do calendário, que também foi apresentada por Hugh Jones (em 1745-1754), Auguste Comte (em 1849), e Moses Bruine Cotsworth (em 1902), que chegou a influenciar empresas como a Kodak, que usou internamente o sistema 13:28 de 1928 a 1989. A proposta chegou até a Liga das Nações, mas foi recusada em 1937.

Argüelles como guia ou líder espiritual

Para Argüelles, grande parte de seu trabalho e criação foi fruto de uma inspiração e de uma revelação superior. Ele encarou sua obra como uma missão espiritual a ser realizada e revelada à humanidade.

De acordo com ele, a primeira evidência que teve para isso foi um episódio de sua vida, aos quatorze anos, enquanto visitava a Pirâmide do Sol no México, marcado por um déjà vu, ou uma espécie de visão, onde enxergou-se coroado como um antigo líder maia.

Quando a tumba de Pacal Votan foi aberta em 1952, um fluxo mental foi desencadeado, e algumas de suas partículas aterrissaram na mente de ‘José Argüelles’ em seus quatorze anos quando ele esteve no topo da Pirâmide do Sol em Teotihuacán um ano depois, onde recebeu sua primeira visão do que mais tarde ele compreenderia como GM108X.

Stephanie South, ACESSO AO TEU SER MULTIDIMENSIONAL, 2014 (pg. 18)

A transmissão GM108X é como José Argüelles e Stephanie South definiram uma corrente de informações transmitidas pelos mayas galácticos (galactic maya), que é como esses autores nomeiam os transmissores originais do conhecimento da Lei do Tempo, talvez uma referência a Maya (termo/entidade relacionada ao “véu dimensional da ilusão”, de origem principalmente indiana), mas não inteiramente distante dos próprios maias.

"O Encantamento do Sonho e o Sincronário de 13 Luas não são o calendário maia. São ferramentas galácticas para entrarmos em uma nova ordem da realidade: o Padrão Galáctico de Tempo e a Ordem Sincrônica. O Sincronário 13:28, do Encantamento do Sonho, não provem dos maias terrestres, mas da Federação Galáctica, na qual se encontram os Mayas Galácticos e cujo posto de vigilância se conhece como a Estação Intermediária AA (Arcturus-Antares). Os maias indígenas são os descendentes e incorporaram o conhecimento original às suas tradições locais, o que tem sua própria e indiscutível validade, incluindo o Calendário Maia, a Conta Longa dos 13 Baktuns.

Os maias indígenas e os maias galácticos, têm uma origem comum; a frequência 13:20. Porém, no encerramento do ciclo, com 6,5 bilhões de seres humanos planetários, a necessidade de um novo conhecimento para ajudar na transcendência evolutiva, para o super-humano supermental, requer uma nova dispensação: o Encantamento do Sonho. Só assim o ser humano contemporâneo, de qualquer raça ou cultural, poderá aprender a respeito da Ordem Sincrônica e se re-harmonizar com o universo. Neste processo não há lugar para a leitura da sorte."

Excerto de "Os Mago da Terra não são Adivinhos da Sorte", por José Argüelles

Os mayas galácticos são, antes de tudo, um conceito estabelecido por Argüelles para denominar entidades presentes em dimensões mais sutis, e que estão comprometidas a auxiliar os seres humanos a recuperarem sua consciência multidimensional através da consciência de um tempo natural. A civilização maia original seria, em teoria, o primeiro coletivo de seres humanos a receber essas informações e a registrarem na Terra os códigos necessários para esse despertar. José Argüelles teria recebido tais transmissões mentais no intuito de que fossem desenvolvidos todos os trabalhos que futuramente ele de fato desenvolveria, e que formariam toda a sua obra como a conhecemos hoje.

A partir de sua intensa conexão com as transmissões GM108X, Argüelles passou a entitular a si mesmo e assinar como Valum Votan, um arquétipo, reencarnação ou “continuação” de Pacal Votan (Pacal, o Grande), antigo e importante líder maia, sendo assim considerado como um guia ou líder espiritual por muitas pessoas, em muitos lugares do mundo.

Desde sua epifania no museu da Suíça a respeito das frequências de tempo natural e artificial (a descoberta da Lei do Tempo), Argüelles continuou a publicar novos livros, ensaios, criar peças artísticas, viajar o mundo realizando palestras, cursos, seminários, e a desenvolver novos mecanismos e “instrumentos de sincronização”, cada vez mais complexos, avançados e repletos de cálculos matemáticos, em cima das bases de suas revelações iniciais, até o período de sua morte, em março de 2011 do calendário gregoriano, aos 72 anos.

Dentre suas últimas criações, a mais notável e mais avançada é, com certeza, o Synchronotron, um esquema complexo de cálculos, matrizes e sequências numéricas desenvolvidas a partir do Tzolkin (do Encantamento do Sonho) e do Sincronário de 13 Luas, que possui como objetivo a reativação do “sexto sentido” humano, facilitando a telepatia e a ativação da Noosfera.

Quando aprofundamos na obra completa de Argüelles, é nítida a forma como todas as suas descobertas e criações desdobraram-se naturalmente ao longo dos anos, e por que a matemática maia introduzida no Encantamento do Sonho foi importantíssima para formar uma base lógica para tudo o que seguiria.

Quem dá continuidade hoje ao legado de Argüelles é Stephanie South, atual coordenadora da Fundação pela Lei do Tempo nos Estados Unidos. Stephanie também é chamada pelo nome profético de Rainha Vermelha por estudiosos da Lei do Tempo, outra referência a uma importante figura da civilização maia, que teve sua tumba descoberta alguns anos depois da tumba de Pacal.

Stephanie continua a publicar livros através da Fundação pela Lei do Tempo, onde atua como diretora de criação e presidente, e publica anualmente o Almanaque das 13 Luas da Sincronicidade dos Viajantes das Estrelas, realizar eventos e palestras ao redor do mundo, especialmente através de seu projeto pessoal Living Time Science, e também compartilha atualizações e ideias em seu blog 13:20 Frequency Shift.

A direção de Stephanie South (Rainha Vermelha) significa uma nova etapa para a Lei do Tempo em todo o mundo, pois é inevitável a necessidade de contextualizar essa informação aos dias atuais, que são diferentes da época em que José Argüelles deixou seu legado, em 2011; este é um capítulo que ainda está sendo escrito por todos nós.

Nossa política de conteúdo e opinião

Cada iniciativa da Rede de Arte Planetária age de maneira independente, sem filiação entre si, mas atuando indiretamente de maneira coletiva numa escala global. Saiba mais sobre nós e a RAP.

Por isso, cada fonte de referências sobre a obra de Argüelles pode variar em sua metodologia ou forma de apresentação, e conforme pesquisa você encontrará diversas pessoas ou canais de informação com diferentes abordagens.

Sendo uma das maiores referências no Brasil, uma das missões do nosso site é estabelecer um PADRÃO e novas práticas para como essa informação deve ser divulgada e transmitida.

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  • entre outras referências equivocadas à cultura maia a respeito da Matriz Tzolkin do Encantamento do Sonho, do Sincronário de 13 Luas e do restante da obra de Argüelles.

Encarar a obra de José Argüelles como uma releitura do calendário maia ou atribuir a ela palavras que remetam à civilização maia no intuito de atrair atenção ou mais credibilidade é um grave erro cometido por estudiosos do Encantamento do Sonho em gerações passadas que gerou muita confusão e descredibilizou o legado de Argüelles e a importância da Lei do Tempo. É responsabilidade da geração atual não levar isso adiante.

O tzolkin.com.br é um laboratório, um projeto em evolução com objetivo de promover uma revolução/reforma do calendário a nível global, rumo a uma ativação da consciência noosférica.

Estamos comprometidos a trazer o conteúdo da Lei do Tempo de maneira imparcial e analítica, jamais aproximando-se ou submetendo-se a práticas como:

  • Adivinhação, leitura da sorte e previsões do futuro
  • Apropriação cultural
  • Desinformação e fake news
  • Teorias sensacionalistas da conspiração sobre o fim do mundo (2012)
  • Monetização e banalização do autoconhecimento e da espiritualidade
  • Manipulação pela fé
  • Negligência ou ignorância sobre as conquistas da ciência tradicional

Reconhecemos com gratidão a obra de José Argüelles e desejamos elevar a forma como essa informação é apresentada e ressignificar os muitos anos em que ela foi transmitida de mão em mão como uma forma banal de “calendário maia”, “astrologia nova era” ou “profecia para o novo tempo”.

Encaramos a Lei do Tempo como um estudo em desenvolvimento; um legado, uma oportunidade e uma missão a serem continuadas por todos nós, e não uma verdade absoluta ou definitiva.

Acreditamos que obras como o Encantamento do Sonho e o Sincronário de 13 Luas sejam uma etapa de transição necessária para popularizar e tornar prática a importância de uma reforma do calendário a nível mundial, mas que não necessariamente devam ser as ferramentas definitivas para a sociedade. As ferramentas propostas por Argüelles trazem de forma intuitiva um canal para o estudo de uma entidade ou dimensão que, por padrão, é de difícil acesso: o tempo.

Isso exige, implicitamente, um nível de abertura e entrega a campos e ideias mais subjetivas, ou menos estudadas pela ciência tradicional, do intelecto humano, como a espiritualidade, a multidimensionalidade e, como gostamos de acreditar, o fato de que nada é por acaso.

A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original.

Albert Einstein

A Lei do Tempo traz uma linguagem lógica para o estudo de algo que ainda não foi compreendido pela humanidade, por isso é tão relevante e encantadora. A abertura para uma conexão espiritual e o despertar de uma nova consciência no indivíduo são consequências inevitáveis da prática da Lei do Tempo.

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