Sincronário de 13 Luas de 28 Dias

O Sincronário de 13 Luas de 28 Dias (ou também, calendário de 13 Luas) é um instrumento sincrônico e harmônico que mede um ciclo de tempo solar-terrestre de 365 dias e é apresentado na Lei do Tempo como contra-proposta ao calendário gregoriano de 12 meses de 30 ou 31 dias.

Assim como o gregoriano, o Sincronário de 13 Luas também usa conceitos como dias, dias da semana, meses e anos, com o mesmo funcionamento, porém diferentes nomenclaturas, remetendo a um movimento mais lógico e natural do tempo.

Para começar a entender como tudo isso funciona, pense nos ciclos de tempo do nosso sistema solar. Como já sabemos muito bem, a Terra demora 365 dias para dar uma volta completa ao redor do Sol. Chamamos isso de ano, que no Sincronário de 13 Luas é frequentemente chamado de Anel Solar.

Enquanto nosso planeta percorre esse trajeto de 365 dias, a Lua orbita exatamente 13 vezes ao redor da Terra, por isso é o sincronário de 13 Luas.

Cada Lua no sincronário, portanto, substitui o conceito de mês do calendário, porém ao invés de possuir irregularmente 30 ou 31 dias, elas possuem sempre 28 dias, como se retirássemos alguns dias de cada mês, e adicionassemos um décimo terceiro mês completo.

Portanto, os 13 ciclos de 28 dias passam a funcionar como meses perfeitos (sem a habitual confusão de 30 e 31 dias do calendário).

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE
Apesar de utilizar o termo “Lua”, o Sincronário de 13 Luas não deve ser confundido com um calendário lunar, pois ele não segue à risca os ciclos astronômicos e fases lunares.

A Lua de fato orbita treze vezes ao redor da Terra em um ano, cada órbita durando aproximadamente 28 dias (podem levar 29,5 dias no ciclo sinódico ou 27,3 dias no período sideral), podendo variar na média anual de 29,2 a 29,9 dias por órbita, dependendo da velocidade da órbita da Terra ao redor do Sol. Um ano lunar, portanto, é sempre diferente de um ano solar de 365 dias.

O Sincronário de 13 Luas é uma ferramenta que prioriza a harmonia na contagem dos dias e no movimento constante do tempo, consequentemente conectando-nos aos ciclos da natureza. O sincronário é frequentemente considerado como um calendário “galáctico-solar-terrestre”, compreenderemos isso mais adiante.

Os adeptos do sincronário frequentemente o consideram como um calendário que vem em sincronicidade ao retorno da era do feminino, tendo em conta sua reconexão com a Lua, que é geralmente relacionada ao arquétipo do feminino, e que também sincroniza com o ciclo menstrual da mulher.

O Sincronário de 13 Luas é promovido pela Fundação pela Lei do Tempo, uma iniciativa da Rede de Arte Planetária sem fins lucrativos criada no ano 2000 que busca disseminar a cultura de paz ao redor do mundo através de contagem consciente do tempo.

O Sincronário de 13 Luas não é uma criação original da Fundação, mas sim um resgate de uma contagem utilizada por culturas ancestrais espalhadas pelo mundo, e também de outras iniciativas pela reforma do calendário que ocorreram na história. Veremos isso mais adiante.

Perfeita harmonia

Na configuração do sincronário, os dias da semana são substituídos por Plasmas Radiais, cujos nomes são: Dali, Seli, Gama, Kali, Alfa, Limi e Silio. E cada uma das quatro semanas é organizada através de uma cor, que segue uma ordem padrão de 4 cores: vermelho, branco, azul e amarelo.

Todos os meses (chamados de Luas) possuem exatamente 28 dias, portanto 13 × 28 = 364 dias. Além disso, dentro de um mês com 28 dias podemos encaixar 4 semanas perfeitas de 7 dias que nunca ficam incompletas ou divididas (28 ÷ 4 = 7).

Isso significa, também, que os 13 meses sempre começam e terminam no mesmo dia da semana (plasma radial), enquanto que no calendário gregoriano é extremamente difícil prever qual será o dia da semana em determinado dia do mês, pois o calendário muda todos os anos.

Mas espera aí! Se essa contagem possui 13 Luas × 28 Dias, que resultam em 364 dias… onde está o 365º dia do ano?

Não se preocupe, ele não foi esquecido. O dia 365 é o que chamamos de Dia Fora do Tempo, um dia inteiro de celebração, purificação, liberação, perdão e repouso. Como um “dia de ano novo”, porém sem a habitual poluição ambiental, sonora, visual e livre dos interesses comerciais do sistema.

O Dia Fora do Tempo é a chave para a harmonia desta nova contagem. Ele fica localizado fora da matriz principal dos dias e luas, mantendo o padrão perpétuo de 13:28 e também o padrão de 52 semanas perfeitas de 7 dias (52 × 7 = 364).

Sincronizado com o dia 25 de julho no calendário gregoriano, ele também é conhecido e celebrado mundialmente como o Dia Mundial da Paz, ou também, mas menos comumente chamado, Dia Verde.

Portanto, o início de um ano no Sincronário de 13 Luas de 28 Dias (o primeiro dia da primeira lua) começa sempre no dia seguinte ao Dia Fora do Tempo, no dia 26 de julho do calendário gregoriano. Tanto o sincronário quanto o calendário gregoriano seguem paralelamente seus dias e, como ambas possuem 365 dias, sincronizam sempre com estas datas, diferindo apenas na frequência, no ritmo, no movimento e na organização dos dias e meses.

Mesmo que o Dia Fora do Tempo seja similar a um ano novo, pois é um dia de celebração e perdão, não confunda-o com o ano novo das 13 Luas, que acontece de fato no Dia 1 da Lua 1 (sincronizado ao 26 de julho gregoriano).

Considere o Dia Fora do Tempo como um espaço necessário entre as espirais de cada ano, e por isso ele é celebrado, mas não é ele que marca um novo ano no sincronário.

Tecnicamente falando, o Dia Fora do Tempo fica entre o encerramento do ano atual e o início do próximo ano.

A partir dos ciclos naturais apresentados pelo sincronário, qualquer calendário do mundo pode ser sincronizado, pois ele continua sendo um calendário solar de 365 dias.

Ainda, um detalhe importante do Sincronário de 13 Luas é a omissão do dia 29 de fevereiro na ocorrência de um ano bissexto. Quando isso acontece, é seguido uma espécie de “protocolo” considerando o dia adicional como 0.0 Hunab Ku 21, um dia nulo.

Um calendário de 13 meses corporativo

Em âmbitos empresariais e/ou financeiros um calendário de 13 luas também pode ser uma excelente alternativa. Você já pensou como planos de orçamento pessoais podem ficar muito mais simples e precisos a partir de um sistema harmônico?

Já estamos habituados, pois nascemos dentro deste sistema, mas para qualquer empresa se o dia 31 do mês cai, por exemplo, numa terça-feira, não é interessante, pois as metas mensais não fecham com as metas semanais.

Na verdade, em 1902 (aproximadamente 320 anos após a adoção do calendário gregoriano), Moses B. Cotsworth, contador que trabalhava nos livros de registros dos trens no Reino Unido, criou um projeto de calendário de 13 meses de 28 dias a partir de sua insatisfação com as semanas repartidas, que dificultavam a precisão de suas análises econômicas na empresa.

Cotsworth não conseguiu o apoio de muitas pessoas na época, porém George Eastman, fundador da Kodak, e na época um homem bastante influente, abraçou a causa e adotou em 1924, o calendário de 13 meses, que seguiu em vigor dentro de sua empresa até 1989, além de influenciar diversas outras empresas na região a fazerem o mesmo.

A proposta chegou até a Liga das Nações, que mais tarde viria a se tornar a ONU, e ganhou muita atenção internacional, mas foi completamente esquecida, tendo em conta que a Liga das Nações, que propunha a paz entre as nações, foi finalizada com a catástrofe da Segunda Guerra Mundial.

Entre diversos outros momentos da história, em 1849 o filósofo Auguste Comte também propôs uma reforma do calendário para um sistema 13:28, o qual ele denominou “calendário positivista”, propondo tal reforma como uma “brecha” na continuidade do pensamento humano até o momento. A proposta também não ganhou força.

Calendário gregoriano, história e manipulação

Atualmente a nossa sociedade utiliza, em sua maioria, o Calendário Gregoriano para controlar o tempo. Ele foi estabelecido no Vaticano pelo Papa Gregório XIII (por isso leva esse nome), em 1582.

Esse calendário possui origens bastante antigas. Até onde se sabe, sua origem vem do calendário romano, que possuía 10 meses. Os nomes dos meses eram homenagens a entidades como Martius (Marte), Aprilis (Apolo), Maius (Maior), Jupiter (Junius), etc, e seu ano media por volta de 300 dias.

Desde essa época, era comum que os pontífices adicionassem ou removessem alguns dias ou meses do calendário, com a justificativa de que estariam alinhando as datas astronômicas, mas na verdade com interesses de prolongar ou encurtar mandatos de imperadores ou governadores.

Não é preciso dizer que o povo romano da época ficava extremamente perdido nos dias, e quem ficava afastado da cidade (que já não possuía muitas informações a respeito do calendário), tinha menos condições ainda de se localizar no calendário.

Alguns anos passaram, e foi só por volta do ano 100 a 44 A.C. que Júlio César, quando assumiu o poder, chamou um astrônomo pra lhe aconselhar numa nova reforma do calendário.

O astrônomo observou que o calendário de Roma estava 67 dias adiantado em relação ao ciclo das estações, por isso, naquele ano, pra sincronizar novamente o calendário, foram adicionados mais dois meses, um de 33 dias e outro de 34. Essa correção resultou num ano civil de 443 dias, que ficou conhecido historicamente como “O Ano da Confusão”.

Criou-se então o Calendário Juliano de 12 meses, sendo os meses pares com números de dias pares, e meses ímpares com dias ímpares, exceto fevereiro que alternava de 29 pra 30 dias nos anos bissextos. O sétimo mês, na época chamado Quintilis (porque originalmente era o quinto mês) virou Julius (hoje, julho), em sua homenagem.

Quando chegou o reinado de Augusto César, foi decretado que em homenagem a ele o mês Sêxtil (que era originalmente o sexto mês) seria o nosso conhecido Agosto. E pra ficar justo, este mês que, por ser par, tinha somente 30 dias (um dia a menos do que o mês dado a Júlio) ele também ganharia um dia a mais, que foi retirado de Fevereiro (que acabou ficando com 28 dias).

Apesar de o calendário ter ficado inalterado por muitos séculos, em dado momento começou-se a notar que o equinócio da primavera (originalmente definido como 21 de março) estava acontecendo no dia 11 de março.

Em 1577, o Papa Gregório XIII reuniu uma comissão de astrônomos e matemáticos pra organizar uma nova reforma. Foram feitas mudanças em relação aos anos seculares, que passam a ser bissextos somente quando divisíveis por 400.

O calendário mudou então pela última vez, em 4 de outubro de 1582, numa quinta-feira. Pra corrigir o erro dos equinócios, o dia seguinte seria sexta-feira, dia 15 de outubro, pulando 10 dias. Esses dez dias ficaram conhecidos na história como “tempo inexistente”.

Hoje o Calendário Gregoriano segue como padrão da humanidade, sendo composto por 12 meses irregulares e desarmoniosos com diferentes números de dias em cada mês. Em alguns temos 28 dias (por vezes 29), em outros 30 e outros 31.

Além disso, os nomes de cada mês nem mesmo correspondem ao seu significado:

Setembro, herdado da palavra sete por ser originalmente o sétimo mês, é na verdade o nono. Outubro vem de oito e é o décimo mês. Novembro vem de nove, mas é o décimo primeiro. E dezembro, o décimo segundo mês, vem da palavra dez.

Além de todas essas irregularidades desnecessárias, o Calendário Gregoriano traz em suas raízes nomes de imperadores que promoveram guerras e massacres, conceitos de tempos tirânicos e medievais, mas que ironicamente serve como um standard para regular uma sociedade que, supostamente, busca pela paz mundial (será mesmo?).

Datas de celebração foram adicionadas com o passar dos anos, o que também deu origem a algo que podemos chamar de “cronograma de consumo” (como por exemplo o dia dos namorados) utilizando do calendário como um impulso para movimentar nichos específicos em certas datas do ano.

Oposição e dificuldades

Nos dias atuais, as maiores oposições ao Sincronário de 13 Luas são religiosas.

O iniciativa por um calendário 13:28 apresentada neste site foi desenvolvida por José Argüelles, fundador da Fundação pela Lei do Tempo, e inclusive foi levada como uma proposta até o Vaticano, o estado que oficialmente regula o calendário global (afinal é um calendário de valor também religioso), porém não foi aceita, com a justificativa de que “interromper o ciclo de 7 dias da criação” (por conta do Dia Fora do Tempo) causaria um possível “caos global”.

Outras religiões abraâmicas, além da cristã, frequentemente se opõem ao sistema 13:28 devido à prática de observação e adoração a cada 7 dias. Para seguidores destas religiões, seguir a estrutura do sincronário seria admitir um intervalo de 8 dias uma vez por ano.

Além da comunidade religiosa, alguns sistemas financeiros também podem desgostar do calendário de 13 meses, pois o número 13 não possibilita uma divisão por bimestres e trimestres (conceitos que na verdade poderiam ser modificados a partir da própria adoção ao novo calendário).

E, por fim, pessoas da área de sistemas de tecnologia adoram a sutileza do 13:28, mas não estão dispostas a pensar na quantidade de trabalho envolvida em “traduzir” milhares de códigos para um novo sistema de datas.


Enquanto a humanidade parece continuar “empurrando com a barriga” a reforma do calendário, seguimos vivendo dentro de um padrão irregular e ilógico.

Seja por desinteresse ou por preguiça de mudar um sistema de tamanha proporção, um fato é inegável: diferentes pessoas em diferentes gerações despertaram para a importância dessa reforma.

Defendemos a ideia de que seguir o Sincronário de 13 Luas hoje, ou qualquer sistema 13:28, é um ato a favor da ruptura de um padrão histórico jamais explicado e jamais questionado.

Mudar o calendário é resolver uma pendência da sociedade para consigo mesma, desfragmentar um sistema operacional-mental repleto de vírus, lentidão e incoerências.